segunda-feira, 9 de julho de 2012

Para onde vai o mundo?


Ver qualquer notícia sobre o dito esporte da moda, o falado UFC, leva-me à reflexão de que o homem, infelizmente, evoluiu pouco em certos aspectos mesmo com o passar dos séculos.
A luta entre gladiadores fazia parte da política do “pão-e-circo” instituída no Império Romano, cujo objetivo principal era amenizar a revolta dos romanos com os problemas sociais.
A violência como diversão, como ópio do povo, continua firme e forte no nosso dia a dia. Algumas evoluções, como o fato de os “gladiadores” atuais não serem escravos, não lutarem até a morte nem serem atirados aos leões felizmente ocorreram.
Sabe-se dos caminhões de dinheiro que movem esses esportes atualmente, mas é lastimável vermos que tantas outras modalidades, digamos, mais educativas e sociáveis, estão à míngua contando centavos.
Anderson Silva, hoje, tem alcançado status de herói nacional. Nada contra o cidadão, que, pelo que se noticia na mídia, leva uma vida normal, não faz mal a ninguém no seu dia a dia, resumindo, leva a vida como qualquer um de nós. Sabe-se que se trata de um atleta exemplar, dedicado, pai de família e tudo mais, que simplesmente tem em um esporte besta o seu ganha pão, mas não deixa de ser estarrecedor ouvir crianças de 10, 12 anos, falando que este lutador deveria ter batido mais no outro, quebrado a cara do fulano, feito picadinho cicrano.
Aos pais, se tem preocupação com os cidadãos que irão formar para a sociedade, cabe controlar o que seus filhos andam assistindo...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Quanto ao mofo que nos cobre...

Caros amigos,

Deixei um pouco de lado o meu lado “escrevedor”, um pouco por estar em certo período envolvido com meu TCC, um pouco por desleixo, deixando para colocar as ideias no “papel” no dia seguinte etc.

            Certamente a opção desleixo é a mais adequada, e seguindo a sugestão de uma pessoa do meu convívio, resolvi escrever sobre o mofo, não a definição original da palavra, conforme o dicionário Michaelis, que é “vegetação criptogâmica, desenvolvida sobre objetos úmidos e vulgarmente conhecida por bolor”, e sim conforme outra definição que se segue, “Criar mofo: ficar velho. Não criar mofo: estar sempre em movimento; não parar”.

Ou seja, deixei “mofar” minha vontade de compartilhar ideias, opiniões e experiências através da palavra escrita. Quiçá a melhor definição é que deixei “enferrujar” o hábito. Mas enfim, com mofo ou ferrugem, cá estou, tentando fazer uma faxina nessa sujeira acumulada.

Esse fato serviu para que pensasse em como é comum deixarmos de lado coisas que gostamos e que nos fazem bem diante de mínimas adversidades. Em nome de trabalho, correria do dia a dia etc. negligenciamos nosso lado afetivo, nossas amizades, saúde, espiritualidade...

Que atire a primeira pedra aquele que não tem grandes amigos com quem tem pouco contato, sob a alegação de falta de tempo, ou que se distancia do convívio de familiares porque o trabalho toma conta do dia a dia. Ou ainda, descuidamos de nossa saúde. Certamente você que lê esse texto se enquadra em alguma dessas situações.  Tal como eu fiz e faço com aspectos importantes da minha vida, está deixando criar mofo ou ferrugem em alguns dos pontos mais vitais de sua passagem pelo plano terreno. Faz algum tempo, mais de um ano talvez, decidi que faria algma atividade física no mínimo cinco vezes por semana. Estou conseguindo, e não está sendo difícil. Agora resta tentar tirar um pouco mais dessa sujeira que insiste em tomar conta de outros aspectos do meu ser...